| Breve Histórico da Terapia Floral |
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Autores como Gurudas (1985) atribuem a origem da prática de utilização das flores para o tratamento de "doenças emocionais" a antiga civilizações. Papirus egípcios já descreviam o uso de plantas para a cura de doenças, incluindo a flores como forma de tratar distúrbios afetivos. Segundo Kaminski (2000), desde tempos remotos, as flores estão correlacionadas com a manifestação das emoções humanas: "procuramos flores quando queremos falar de nossas emoções mais profundas da alma..." Esta mesmo autora, em seu livro "Flores que Curam .." Descreve como as mesmas tem feito parte do simbolismo e crenças de várias civilizações. Assim, do ponto de vista dos povos indígenas da América do Norte, plantas não são coisas, são seres. Eles acreditam que mensageiros e mestres de outras dimensões moram nas correntes vitais sutis das plantas e que nos dão ensinamentos morais e sentido de vida. Entre os celtas, os druidas, mestres que, segundo as crenças, incorporavam a força e a sabedoria dos carvalhos, tinham muitas ervas e plantas em alta estima, especialmente o visgo que crescia nos carvalhos q que era coletado para fazer remédios em determinadas fases da lua. Os egípcios faziam guirlandas e ungüentos de flores como o crisântemo, o narciso, a rosa e manjerona para colocá-los sobre os mortos. Somente cercando os mortos com flores é que conseguiam garantir uma passagem segura para o outro mundo. Na Índia, a flor mais importante é o lótus, que se acredita ter sido criado do umbigo do supremo deus Vishnu. O lótus representava um sol central, do qual reverberava o cosmo inteiro. Dizia-se que Brahma morava no lótus e a iniciação espiritual envolve a criação de flores de lótus supersensíveis nos sete centros de energia principais do ser humano, os chamados chacras. No Japão, uma forma altamente evoluída de meditação chamada ikibana envolve a colocação cerimonial das flores. Arranjando as flores com equilíbrio, precisão e com o máximo de intenção, acredita-se que a pessoa se comunica com o cosmo inteiro. Quando colocado em um templo ou outro espaço, tal arranjo de flores invoca os altos seres espirituais e proporciona grandes curas. O crisântemo foi profundament reverenciado no Japão, na China e no Egito. Era chamado a "Flor Dourada", pois acreditava-se que moldasse um invólucro de radiante luz solar ao redor do corpo, portanto ajudando a alma a conquistar a imortalidade. As tribos astecas e incas da América do Sul tinham grande reverência pelo girassol, pois viam como ele virava sua corola dourada para seguir o caminho do sol todos os dias. As sacerdotisas eram coroadas com girassóis e entalhes de ouro puro representando girassóis adornavam os templos astecas. A mitologia dos povos gregos está também repleta de imagens de flores e de plantas. Os oráculos de Zeus eram conseguidos em bosques de carvalhos e Hera, esposa de Zeus, colaborava com Chloris, a deusa das flores, na frutificação da terra. Ártemis, a deusa da lua, revivia as flores a cada noite com o orvalho refrescante. Deméter, deusa da agricultura, era inocada com flores de papoula vermelha, enquanto sua filha Perséfone era seduzida no mundo inferior pela flor de narciso. As imagens das flores e seu uso estão também, profundamente interligados com a prática cristã. Maria, a mãe de Cristo, frequentemente é retratada com lírios brancos. (Kaminski 2000). Mais recentemente, a criação da terapia com essências florais é atribuída ao dr. Edward Bach, médico inglês que, no início do século XX, estabeleceu os atuais fundamentos filosóficos desta prática. Texto elaborado por Maria Alice R. Cavalcanti
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